Legislação Educacional · Professor — rede municipal · 2 questões comentadas com gabarito
O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990) define CRIANÇA como a pessoa até 12 anos INCOMPLETOS e ADOLESCENTE como aquela entre 12 e 18 anos de idade. Guardar esse corte resolve várias questões. O eixo do Estatuto é a DOUTRINA DA PROTEÇÃO INTEGRAL e o princípio da PRIORIDADE ABSOLUTA: crianças e adolescentes têm precedência em atendimento, preferência na formulação de políticas e destinação privilegiada de recursos. Para a escola, há deveres expressos. O dirigente de estabelecimento de ensino fundamental deve comunicar ao Conselho Tutelar os casos de maus-tratos, de reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar (esgotados os recursos escolares), e de elevados níveis de repetência. É direito do aluno contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; e é direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico e participar da definição das propostas educacionais. Nenhuma criança ou adolescente será objeto de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão — e o dever de comunicar suspeita de violência é de todos, não só do diretor. A medida socioeducativa é aplicada ao adolescente autor de ato infracional; à criança, aplicam-se apenas medidas de proteção.
Uma aluna do 4º ano acumula faltas injustificadas reiteradas e a escola já esgotou os recursos escolares de contato com a família. A providência prevista no ECA é:
A) reprovar a aluna por infrequência, encerrando o caso.
B) comunicar o Conselho Tutelar. ✓
C) aguardar o fim do ano letivo para avaliar.
D) transferir a aluna para outra unidade escolar.
E) registrar boletim de ocorrência contra os responsáveis.
Gabarito: B
Explicação: O ECA impõe ao dirigente de estabelecimento de ensino fundamental comunicar ao Conselho Tutelar os casos de reiteração de faltas injustificadas e evasão escolar, esgotados os recursos escolares.