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Qual é a banca mais difícil de concurso?
Não existe uma banca oficialmente mais difícil: cada uma é difícil de um jeito. O Cebraspe assusta pelo certo ou errado em que, em regra, um item errado anula um certo; a FGV, pelos enunciados longos de caso concreto e cheios de jurisprudência; a FCC derruba quem não domina a letra da lei. Na prática, a banca mais difícil é aquela cujo estilo você não treinou.
A dificuldade de uma prova raramente está no assunto: o que cai é definido pelo conteúdo programático do edital, e o mesmo tema aparece em qualquer banca. O que muda é o estilo de cobrança: como a questão é escrita, o que ela pune e o que ela premia. Por isso, mais útil do que um ranking é descobrir qual estilo derruba você, e a resposta varia de candidato para candidato.
O Cebraspe é o mais temido pela aritmética da prova: no formato clássico de certo ou errado, cada item errado anula um item certo (confira no edital, porque há variações). Isso transforma o chute em prejuízo e exige uma habilidade que pouca gente treina: saber quando deixar em branco. A banca também cobra muita jurisprudência do STF e do STJ e gosta de itens que misturam dois institutos parecidos ou trocam uma única palavra para testar a leitura atenta.
A FGV é difícil por outro caminho: enunciados longos, situações-problema e questões que exigem interpretar o caso antes de aplicar a regra. Quem estudou só pelo resumo sente a prova "escorregadia", porque várias alternativas parecem defensáveis e a correta é a que se sustenta no detalhe. Também cobra bastante jurisprudência, mas aplicada ao caso, não decorada. Já a FCC tradicionalmente premia a literalidade: quem lê a lei seca com atenção reconhece a resposta, e quem só entendeu "a ideia geral" cai nas trocas de palavra. Outras bancas grandes, como Vunesp e Cesgranrio, também têm estilo próprio, que só as provas anteriores mostram. As bancas pequenas de prefeitura costumam ser mais diretas, mas têm menos provas publicadas para treinar e mais risco de questão mal redigida.
Um exemplo ajuda a enxergar: o mesmo assunto, poderes administrativos, vira no Cebraspe um item seco do tipo "julgue: a delegação transfere a titularidade da competência" (errado, porque transfere só o exercício); na FGV, um caso de três parágrafos sobre um secretário que delegou um ato, para você identificar o vício; na FCC, a transcrição quase literal do dispositivo com uma palavra trocada.
Na prática: descubra a banca do seu concurso, separe as últimas provas que ela aplicou para cargos parecidos e faça-as cronometradas e com correção. Depois de poucas provas você já reconhece como ela pergunta, o que repete e onde você erra. Se a banca ainda não foi definida, comece pela que organizou o último concurso do mesmo órgão e ajuste quando o edital sair. Treinar no estilo da banca vale mais do que qualquer ranking de dificuldade.
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Conteúdo informativo de caráter geral. As regras de cada certame estão no respectivo edital, que é a única fonte oficial.