Vale a pena fazer simulado para concurso? Quando começar?
Sim. O simulado é o único treino que reproduz a prova inteira (tempo, cansaço, ordem de resolução e preenchimento do gabarito) e mostra erros que as questões soltas não mostram. Comece a fazer simulados completos com regularidade quando já tiver estudado a maior parte das matérias. Antes disso, questões por assunto rendem mais.
A questão por assunto treina conteúdo; o simulado treina a prova. Ele mostra quanto tempo você realmente gasta por questão, em que momento o rendimento cai (é comum errar mais nas últimas horas), se a sua ordem de resolução faz sentido e se sobra tempo para passar o gabarito. Numa prova hipotética de 120 itens em 4 horas, são 2 minutos por item incluindo a marcação, e só sabe se isso é suficiente quem já tentou com o relógio correndo. No Cebraspe, em que em regra um erro anula um acerto, o simulado também serve para calibrar quando deixar um item em branco.
Quando começar: no início da preparação, o simulado completo diagnostica pouco, porque você erra o que ainda não estudou, e ainda desanima. A progressão que funciona tem três etapas. Faça questões por assunto desde a primeira semana. Passe a simulados parciais, de uma matéria ou de um bloco, quando já tiver visto parte do conteúdo. Faça simulados completos quando a maior parte do edital já tiver sido estudada pelo menos uma vez, com frequência maior conforme a prova se aproxima. Não é preciso esperar o edital sair: uma prova anterior do mesmo cargo e da mesma banca é o melhor simulado que existe.
Faça o simulado em condições reais: no mesmo horário da prova, com cronômetro, sem consulta, sem celular e preenchendo a folha de respostas dentro do tempo. Calcule a nota do jeito que o edital calcula, com pesos por bloco, nota líquida no certo ou errado e mínimo por matéria, senão o resultado engana. Os simulados de cursinho ajudam a variar, mas a dificuldade deles oscila muito. As provas reais da banca dão a medida mais confiável.
A correção vale tanto quanto a prova e costuma levar quase o mesmo tempo. Classifique cada erro em um de quatro tipos: não sabia o conteúdo; sabia, mas leu errado (o exceto que passou batido); faltou tempo; ou chutou. Para fins de estudo, acerto no chute conta como erro. Cada tipo tem um remédio. Erro de conteúdo pede volta à teoria e à revisão; erro de leitura pede atenção às palavras-chave; falta de tempo pede outra ordem de resolução. Anote tudo num caderno de erros e revise por ele.
Sobre a nota: compare com a nota de corte de concursos anteriores do mesmo cargo e com a sua própria evolução. Não compare com o ranking do cursinho, que reúne gente em momentos muito diferentes da preparação. É normal a nota variar de um simulado para outro, então olhe a tendência de vários. Na véspera da prova, não faça simulado completo: o cansaço atrapalha mais do que ajuda.
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Conteúdo informativo de caráter geral. As regras de cada certame estão no respectivo edital, que é a única fonte oficial.