Sobre o setor censitário, unidade territorial usada pelo IBGE para organizar a coleta, é correto afirmar que ele:
- A) pode abranger partes de dois municípios vizinhos.
- B) é uma área contínua, com limites reconhecíveis em campo. ✓
- C) pode sobrepor-se a setores vizinhos para evitar omissões.
- D) tem sempre a mesma área, em quilômetros quadrados.
- E) é delimitado pelo próprio recenseador durante a coleta.
Gabarito: B
Explicação: O setor censitário é uma área contínua, com limites identificáveis em campo e respeitando a divisão político-administrativa. Seu tamanho é definido pela carga de trabalho de um recenseador, não pela área. Os setores cobrem todo o território sem sobreposição e sem lacuna, e sua delimitação é feita previamente pelo IBGE, não pelo recenseador.
Pegadinha: Supor que o setor tem área fixa ou que pode haver sobreposição entre setores para garantir cobertura; a cobertura completa vem justamente da ausência de sobreposição e de lacunas.
O recenseador do IBGE trabalha sobre um território dividido e mapeado antes da coleta; por isso a prova cobra divisão territorial e leitura de mapas. O objetivo é que cada domicílio seja recenseado uma única vez, sem ponto do país descoberto e sem nada contado em dobro.
A peça central é o setor censitário, a menor unidade territorial de coleta, abaixo de bairro, distrito e município. Ele é uma área contínua, com limites reconhecíveis em campo, como ruas, rios e estradas, e é delimitado previamente pelo IBGE, nunca pelo recenseador durante a coleta. Os setores cobrem todo o território sem sobreposição e sem lacuna.
O tamanho do setor é definido pela carga de trabalho de um recenseador, e não por uma área fixa. Cada setor respeita a divisão político-administrativa, ficando inteiro dentro de um único município. Ele também é classificado como urbano ou rural, em regra pelo perímetro urbano definido em lei municipal, o que muda o procedimento de coleta e o deslocamento.
No plano nacional, o Brasil tem 26 estados e o Distrito Federal, agrupados pelo IBGE em cinco Grandes Regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O Norte reúne Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins; Maranhão e Piauí estão no Nordeste; Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal formam o Centro-Oeste. O caso clássico é o Tocantins: criado pela Constituição de 1988 a partir do norte de Goiás, ficou na Região Norte.
Na leitura de mapas, a escala relaciona a distância no mapa com a real, a legenda explica os símbolos e a rosa dos ventos dá a orientação pelos pontos cardeais. Na escala 1:50.000, 1 cm no mapa vale 50.000 cm, ou 500 m, no terreno; assim, 4 cm valem 200.000 cm, que são 2 km. Atalho: de centímetros para quilômetros, corte cinco zeros. Quanto maior o denominador, menor a escala e menor o detalhe.
As coordenadas geográficas localizam qualquer ponto. A latitude é a distância angular em relação à Linha do Equador, de 0° a 90° norte ou sul; a longitude é a distância angular em relação ao meridiano de Greenwich, de 0° a 180° leste ou oeste. Um ponto a 15° de latitude sul e 47° de longitude oeste está no Hemisfério Sul e a oeste de Greenwich, perto de Brasília.
A FGV costuma trocar latitude por longitude e oferecer altitude, azimute ou escala como se fossem a coordenada pedida. Também apresenta município, distrito, bairro ou microrregião como menor unidade de coleta e diz que o setor tem área fixa, se sobrepõe ao vizinho, abrange dois municípios ou é traçado pelo recenseador; tudo isso está errado.
Para memorizar: o setor censitário é contínuo, reconhecível em campo, sem sobreposição e contido em um só município. A latitude parte do Equador (norte ou sul), e a longitude, do meridiano de Greenwich (leste ou oeste).