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Questão de Malwares e golpes · Polícia Federal · gabarito comentado

CEBRASPE · Informática · Polícia Federal

Julgue o item: o bot distingue-se do worm por não ser capaz de se propagar automaticamente, limitando-se a permitir que o computador infectado seja controlado remotamente pelo invasor como parte de uma botnet.

Gabarito: Errado

Explicação: O bot tem mecanismos de comunicação que permitem ao invasor controlá-lo remotamente, mas se infecta e se propaga como o worm, de forma automática, explorando vulnerabilidades. As máquinas infectadas formam botnets, usadas, por exemplo, em ataques DDoS e no envio de spam (Cartilha de Segurança para Internet do CERT.br).
Pegadinha: Apresentar o controle remoto como a única característica do bot e esconder que ele também se propaga sozinho, como o worm.

Revise a teoria de Malwares e golpes

Malware é todo programa criado para executar ações danosas em um computador ou dispositivo, como roubar dados, espionar o usuário ou dar ao invasor o controle da máquina. O Cebraspe costuma seguir as definições da Cartilha de Segurança para Internet do CERT.br.

A distinção central está na forma de propagação. O vírus insere cópias de si mesmo em outros programas ou arquivos e depende da execução desse hospedeiro para se tornar ativo e continuar infectando. O worm é autônomo: propaga-se sozinho pela rede, enviando cópias de si mesmo e explorando vulnerabilidades, sem precisar de arquivo hospedeiro.

O bot tem mecanismos de comunicação que permitem ao invasor controlá-lo remotamente e, como o worm, propaga-se automaticamente, explorando vulnerabilidades. As máquinas infectadas, chamadas de zumbis, formam uma botnet, usada em ataques de negação de serviço distribuídos (DDoS) e no envio de spam.

O trojan, ou cavalo de troia, se disfarça de programa legítimo e, além da função aparente, executa ações maliciosas sem o conhecimento do usuário, como permitir o acesso remoto do invasor. O ransomware torna os dados inacessíveis, geralmente por criptografia, e exige pagamento de resgate (ransom) para devolvê-los.

O spyware monitora as atividades do usuário e envia as informações a terceiros. Seus tipos mais cobrados são o keylogger, que registra as teclas digitadas no teclado físico, e o screenlogger, que armazena a imagem da tela e a posição do cursor a cada clique do mouse. Por isso o screenlogger é muito usado contra os teclados virtuais de internet banking.

Phishing não é malware nem vírus: é golpe de engenharia social em que mensagens, sites ou páginas falsas induzem a própria vítima a entregar senhas, números de cartão e outros dados. A isca pode levar à instalação de um código malicioso, mas o phishing é a fraude, não o programa. A conduta pode configurar fraude eletrônica, prevista no art. 171, § 2º-A, do Código Penal, incluído pela Lei nº 14.155/2021.

Exemplo: um e-mail imita o banco e pede para atualizar o cadastro em um link; quem digita a senha no site falso caiu em phishing. Se o link baixasse um falso boleto que, ao ser aberto, liberasse acesso ao invasor, a isca seguiria sendo phishing e o arquivo seria um trojan. Se depois os arquivos fossem criptografados com pedido de resgate, seria ransomware.

A banca costuma trocar as características: atribui ao worm a dependência de hospedeiro, diz que o bot não se propaga sozinho, chama o screenlogger de keylogger ou apresenta o phishing como vírus que captura senhas automaticamente. Para memorizar: vírus precisa de hospedeiro; worm e bot se espalham sozinhos, e o bot ainda obedece ao invasor; trojan engana pela aparência; ransomware sequestra dados; phishing é golpe, não programa.

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