Como administrar o tempo na prova de concurso?
Antes de começar, calcule quanto tempo você tem por questão e reserve um bloco fixo para o gabarito, e outro para a discursiva, se houver. Depois, resolva primeiro o que você domina e nunca fique preso numa questão: se ela passar do seu tempo médio, marque e deixe para a volta.
Faça a conta antes de abrir o caderno. Tire do tempo total o que vai para o cartão-resposta e para a discursiva e divida o resto pelo número de questões. Numa prova de 4 horas com 80 questões objetivas, por exemplo, separando 20 minutos para o gabarito, sobram 220 minutos, ou cerca de 2 minutos e 45 segundos por questão. Esse número é uma média, não uma regra: uma questão de lei seca se resolve em 30 segundos, e uma de matemática ou de texto longo pode levar 4 minutos. Anote no canto do caderno alguns marcos ("1h: questão 22", "2h: questão 44") para saber se está adiantado ou atrasado sem refazer a conta durante a prova. Se o edital proibir relógio, acompanhe os avisos de tempo do fiscal.
Resolva primeiro o que dá ponto rápido. A técnica mais usada é a das passadas. Na primeira, você resolve tudo o que sabe de imediato e marca as questões duvidosas ou trabalhosas. Na segunda, volta às marcadas e, se sobrar tempo, faz uma terceira nas mais difíceis. Começar pela matéria em que você é mais forte garante pontos cedo e acalma. O que não dá é seguir a ordem do caderno à risca e travar 15 minutos na questão 12 enquanto as 30 últimas, talvez fáceis, ficam sem tempo. Em interpretação de texto, ler as perguntas antes do texto ajuda a saber o que procurar.
O que vale é o gabarito. O caderno de questões não é corrigido: só conta o que estiver no cartão-resposta, e, em regra, o cartão não é trocado por erro do candidato (confira no edital). Por isso, não deixe a transcrição para os últimos minutos. Há duas formas seguras: passar as respostas a cada matéria concluída ou reservar um bloco fixo e começar a transcrever quando o horário chegar, esteja onde estiver. Numa prova de 80 a 120 questões, 15 a 20 minutos costumam bastar. Ajuste também a estratégia ao tipo de prova. Na múltipla escolha sem desconto por erro, nenhuma questão deve ficar em branco, então chute as que sobraram. No certo ou errado do Cebraspe, em que um erro anula um acerto (confira no edital a regra de pontuação), deixar em branco é uma decisão estratégica, e não vale gastar tempo num item que você não vai marcar.
A discursiva tem tempo próprio, e ele não se mexe. Quando ela é aplicada junto com a objetiva, o erro clássico é deixá-la para o fim e escrever às pressas. Separe o tempo dela antes de começar: planejar a estrutura, fazer o rascunho e passar a limpo. Lembre que escrever à mão, com letra legível, demora mais do que parece. Há quem prefira fazer a discursiva primeiro, com a cabeça descansada. O que importa é que as objetivas não consumam o tempo reservado para ela.
Tempo de prova se treina. Faça simulados cronometrados nas mesmas condições da prova real: mesmo horário, mesma duração, sem pausa e com o preenchimento do gabarito incluído. É no simulado que você descobre seu ritmo em cada matéria e acerta a ordem de resolução. O dia da prova não é hora de testar estratégia nova.
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Conteúdo informativo de caráter geral. As regras de cada certame estão no respectivo edital, que é a única fonte oficial.