Vale a pena fazer resumo para concurso? Como fazer?
Depende do resumo. Vale a pena quando ele é curto, feito com as suas palavras depois de estudar o assunto e usado para revisar e se testar. Copiar o livro ou a lei para outro caderno consome horas e rende pouco.
O ganho do resumo não está em ter o resumo. Está no esforço de escolher o que importa e reescrever, e depois nas revisões que ele permite. Uma revisão ampla de pesquisas sobre técnicas de estudo, publicada em 2013 pelo psicólogo John Dunlosky e colegas, classificou o resumo usado sozinho como técnica de utilidade baixa. As de utilidade alta foram o autoteste (tentar lembrar sem olhar) e a revisão espaçada. Para o concurseiro, isso quer dizer que o resumo não substitui questões nem revisão: ele serve para deixar a revisão mais rápida.
Como fazer: resuma depois da primeira leitura e de uma bateria de questões do assunto, não durante a aula. Assim você já sabe o que a banca cobra e onde você erra. No resumo entra o que costuma escapar: exceções, prazos, listas, competências, diferenças entre institutos parecidos e as pegadinhas das questões que você errou. Tabelas comparativas funcionam bem, como prisão preventiva x temporária ou exoneração x demissão. Um teste simples: se o resumo ficou quase do tamanho do material, virou cópia.
Na lei seca, não reescreva a lei. Estude no próprio texto legal: grife e anote na margem a jurisprudência e as questões que já caíram. Deixe para o resumo só o que a banca adora trocar: prazos, quóruns, quem é competente e palavras como salvo, exceto, poderá e deverá. Quando a lei mudar, atualize o resumo, porque um resumo desatualizado é pior do que nenhum.
À mão ou digital? O meio importa menos do que o processo. Escrever à mão obriga a sintetizar, porque é mais lento. O digital é mais fácil de corrigir, pesquisar e levar no celular, e vira flashcard com facilidade. O risco do digital é copiar e colar, que elimina justamente o esforço que faz você aprender. Um resumo pronto, comprado ou baixado, serve para revisão rápida. Mas você perde o benefício de elaborar e herda os erros de quem fez, então confira sempre com a lei vigente.
Na prática, use o resumo de forma ativa: leia um tópico, feche o material, tente reproduzir de memória e só então confira. Reveja em intervalos crescentes, por exemplo no dia seguinte, depois de uma semana e depois de um mês, e acrescente cada erro novo que aparecer nas questões. Perto da prova, é o resumo que permite revisar o edital inteiro em poucos dias. Sinal de alerta: se você passa mais tempo deixando o caderno bonito do que resolvendo questões, o resumo está atrapalhando.
Também buscado como: vale a pena fazer resumo para concurso · como resumir lei para concurso · resumo à mão ou digital concurso
Perguntas relacionadas
Conteúdo informativo de caráter geral. As regras de cada certame estão no respectivo edital, que é a única fonte oficial.