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Analise as afirmativas sobre o tratamento de reclamações no atendimento ao cliente: I. O registro da…

Questão de Qualidade no atendimento ao cliente · Correios · gabarito comentado

IBFC · Atendimento e Ética · Correios

Analise as afirmativas sobre o tratamento de reclamações no atendimento ao cliente: I. O registro da ocorrência é etapa do atendimento, pois permite acompanhar o caso e identificar falhas que se repetem. II. Para reduzir a tensão, é recomendável que o atendente informe ao cliente um prazo de solução, ainda que não tenha confirmação de que ele poderá ser cumprido. III. Informar com clareza o que não pode ser feito, apresentando alternativas quando existirem, faz parte de um atendimento de qualidade. Estão corretas as afirmativas:

Gabarito: D

Explicação: Diante de uma reclamação, a sequência recomendada é ouvir integralmente, reconhecer o problema, informar o que pode e o que não pode ser feito, agir e registrar; por isso, I e III estão corretas. A afirmativa II está errada: prometer prazo ou solução sem garantia de cumprimento cria, quando a expectativa é frustrada, um segundo problema maior que o primeiro.
Pegadinha: A afirmativa sobre informar um prazo parece empática, mas a promessa sem confirmação é justamente a conduta que agrava a insatisfação do cliente.

Revise a teoria de Qualidade no atendimento ao cliente

Qualidade no atendimento é a percepção que o cliente forma a cada contato com a empresa, e depende de comportamentos objetivos e treináveis, não de simpatia espontânea. Numa empresa pública como os Correios, o atendente representa a instituição, e não a si mesmo.

O primeiro pilar é a escuta ativa: ouvir o cliente sem interromper, confirmar o entendimento com as próprias palavras e só então responder. O segundo é a empatia, que significa reconhecer o incômodo e o ponto de vista do outro, e não concordar com tudo o que ele afirma. No presencial, a comunicação não verbal (postura, expressão facial, contato visual) pesa tanto quanto o que é dito em qualquer atendimento: reforça ou contradiz a mensagem, mas não substitui a explicação clara.

O terceiro pilar é a resolução na primeira interação. Mandar o cliente de setor em setor é o que mais destrói a percepção de qualidade; se a solução depende de outra área, o atendente assume a demanda e a conduz internamente.

Diante de reclamação, a sequência é ouvir integralmente, reconhecer o problema, informar com clareza o que pode e o que não pode ser feito, oferecendo alternativas quando existirem, agir e registrar. O registro faz parte do atendimento: permite acompanhar o caso e identificar falhas que se repetem. Prometer prazo ou solução sem garantia cria, quando a expectativa é frustrada, um segundo problema maior que o primeiro.

A empresa pública também se submete à impessoalidade (art. 37, caput, da CF/1988): o mesmo tratamento para todos, sem privilégio a conhecidos, nem mesmo de forma discreta. Vale a ordem de chegada, ressalvados os casos de urgência e de agendamento (Lei nº 13.460/2017), e as únicas prioridades admitidas são as previstas em lei, como as de pessoas idosas (60 anos ou mais), gestantes, lactantes, pessoas com deficiência e pessoas com criança de colo (Lei nº 10.048/2000).

Exemplo: um cliente chega irritado com uma encomenda atrasada. O atendente deixa-o falar até o fim, resume a queixa para confirmar e reconhece o transtorno. Consulta o rastreamento e explica o que pode fazer (abrir uma reclamação) e o que não pode (garantir uma data que não depende dele). Por fim, registra a ocorrência e informa como acompanhar.

As pegadinhas de prova trazem condutas que parecem razoáveis: tratar empatia como concordar com o cliente, interromper para explicar as regras, indicar outro setor para o cliente procurar sozinho, prometer prazo só para acalmar, achar que a postura é irrelevante se a informação está correta ou favorecer conhecidos com discrição. Todas estão erradas.

Para memorizar: ouvir, reconhecer, informar, agir e registrar. Empatia não é concordância, a meta é resolver na primeira interação e todos recebem o mesmo tratamento, salvo as prioridades legais.

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