Assinale a opção em que todas as palavras estão corretamente grafadas, de acordo com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa vigente.
- A) antissocial, autoescola, micro-ondas ✓
- B) anti-social, auto-escola, microondas
- C) antisocial, autoescola, micro-ondas
- D) antissocial, auto-escola, microondas
Gabarito: A
Explicação: Pelo Acordo Ortográfico (Base XVI), promulgado no Brasil pelo Decreto nº 6.583/2008, o prefixo terminado em vogal se junta sem hífen à palavra iniciada por "r" ou "s", e essa consoante é dobrada (antissocial). O prefixo também se junta sem hífen à palavra iniciada por vogal diferente (autoescola). Quando a vogal é a mesma, usa-se hífen (micro-ondas).
Pegadinha: A banca mistura grafias anteriores ao Acordo, como "anti-social" e "auto-escola", com a retirada correta do hífen sem dobrar o "s", o que gera "antisocial".
Ortografia é a parte da gramática que trata da grafia correta das palavras, dos acentos e do hífen. Na prova, aparece em palavras de escrita traiçoeira e em pares de formas parecidas que mudam de sentido conforme o contexto.
A norma vigente é o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado no Brasil pelo Decreto nº 6.583/2008 e obrigatório desde 2016. Pela Base XVI, em regra, o prefixo terminado em vogal se junta sem hífen à palavra iniciada por r ou s, que é dobrada: antissocial, ultrassom. Diante de vogal diferente também não há hífen (autoescola, infraestrutura); diante da mesma vogal, há (micro-ondas, anti-inflamatório), salvo com co- e re-, que se juntam direto: cooperar, reeleição. Por isso, anti-social, auto-escola e microondas seguem a regra antiga e estão erradas.
O hífen também aparece, em regra, antes de h (anti-higiênico) e quando o prefixo termina na mesma consoante que inicia a palavra seguinte (inter-regional, sub-base). Com des- e in-, porém, o h cai e tudo se junta: desumano, inábil. Já ex-, vice-, recém- e as formas tônicas pré-, pró- e pós- sempre levam hífen, mesmo antes de r ou s: vice-reitor, ex-segurado, pós-graduação.
Algumas palavras derrubam candidatos por hábito: escreve-se exceção (ligada a exceto), e não excessão, excesão ou esceção; privilégio, e não previlégio. Vale o mesmo para empecilho (não impecilho) e prazeroso (não prazeiroso).
Mas é conjunção adversativa e equivale a porém; mais indica quantidade ou intensidade e se opõe a menos. A fim de exprime finalidade e equivale a para; afim é adjetivo e significa semelhante. Há, do verbo haver, marca tempo decorrido e pode ser trocado por faz; a preposição a marca tempo futuro ou distância, como em daqui a pouco.
Por que, separado e sem acento, equivale a por qual motivo ou pelo qual, inclusive na pergunta indireta: não explicou por que o benefício foi indeferido. Porque, junto, é conjunção de causa ou explicação e equivale a pois. Por quê leva acento no fim da frase ou antes de pausa forte. Porquê, junto e com acento, é substantivo, em geral precedido de artigo ou outro determinante: o porquê da regra, nunca o por quê da regra.
Exemplo: em 'compareceu à agência, mais não apresentou o laudo', a ideia é de oposição, então o certo é mas. Em 'aguarda análise há dois meses', trocar há por a deixaria a frase errada, pois o tempo já passou (faz dois meses).
O Cebraspe costuma afirmar que duas formas se equivalem porque ambas indicam tempo, ou apoiar uma grafia errada numa justificativa que soa técnica, como dizer que mais introduz oposição. Julgue as duas partes: o item só está certo se a forma e a justificativa estiverem corretas. Para memorizar, teste a troca: faz para há, porém para mas, para no lugar de a fim de e por qual motivo para por que.