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O que é Criptografia simétrica x assimétrica?

Na criptografia simétrica, a mesma chave secreta serve para cifrar e para decifrar, e por isso precisa ser compartilhada entre remetente e destinatário. Na assimétrica, cada pessoa tem um par de chaves: uma pública, que pode ser divulgada, e uma privada, que só o dono conhece. O que é cifrado com uma delas só pode ser decifrado com a outra.

A criptografia simétrica (de chave secreta ou única) é rápida e adequada para grandes volumes de dados. Exemplos: AES, DES e 3DES. O ponto fraco é a distribuição da chave: é preciso fazê-la chegar ao destinatário por um canal seguro, e cada par de pessoas que se comunica precisa de uma chave própria.

A assimétrica (de chave pública) resolve esse problema, porque a chave pública pode circular livremente, mas é bem mais lenta. Exemplos: RSA e a criptografia de curvas elípticas. As duas operações cobradas em prova usam as chaves em sentidos opostos. Para garantir sigilo, cifra-se com a chave pública do destinatário, e só a chave privada dele decifra. Na assinatura digital, o remetente assina o resumo (hash) da mensagem com a própria chave privada, e qualquer pessoa confere com a chave pública dele. Isso garante autenticidade, integridade e não repúdio.

Na prática, os dois tipos trabalham juntos. No HTTPS, a criptografia assimétrica é usada no início da conexão para autenticar o servidor e combinar uma chave de sessão. Depois, a simétrica cifra os dados, porque é mais rápida. Não confunda nenhuma delas com hash. A função de resumo é de mão única, não tem chave de decifração e serve para verificar a integridade, não para esconder o conteúdo.

No Brasil, a MP 2.200-2/2001 instituiu a ICP-Brasil, a infraestrutura que emite certificados digitais baseados em criptografia assimétrica. O certificado digital é o documento eletrônico que vincula uma chave pública à identidade do titular. Documentos assinados com certificado ICP-Brasil presumem-se verdadeiros em relação a quem os assinou.

Como a banca derruba: A banca inverte as chaves. Para garantir sigilo, cifra-se com a chave PÚBLICA do destinatário. Para assinar, usa-se a chave PRIVADA do remetente. Também afirma que a assinatura digital garante confidencialidade, o que é falso: ela garante autenticidade, integridade e não repúdio, e uma mensagem só assinada continua legível.

Termos relacionados

Definição de caráter informativo, para estudo. As regras aplicáveis a cada caso estão na legislação vigente e, em concurso, no edital.

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