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O que é Engenharia social?
Engenharia social é o conjunto de técnicas de manipulação psicológica usadas para levar uma pessoa a entregar informações sigilosas, liberar acessos ou fazer algo que beneficie o golpista. Ela explora confiança, medo, urgência, curiosidade ou vontade de ajudar. Ou seja, ataca o fator humano, e não uma falha do sistema.
O golpe pode vir por qualquer canal. Por telefone, quando alguém se passa pela central do banco ou pelo suporte técnico e pede um código. Pessoalmente, quando um falso técnico entra numa área restrita ou alguém passa pela porta controlada logo atrás de um funcionário. Por mensagem, como no golpe do falso parente que pede um Pix pelo WhatsApp de um número novo. Olhar a senha por cima do ombro (shoulder surfing) e vasculhar o lixo atrás de documentos também são engenharia social.
Entre engenharia social e phishing, a relação é de gênero e espécie. Phishing é a engenharia social praticada por meios eletrônicos, principalmente e-mail, mensagem e site falso, para capturar dados pessoais e financeiros. As variantes por SMS e por ligação telefônica são chamadas de smishing e vishing. Todo phishing usa engenharia social, mas nem toda engenharia social é phishing. O falso técnico na portaria engana sem nenhuma mensagem ou site falso.
Como o alvo é a pessoa, antivírus e firewall não bastam: nenhum programa impede o usuário de ditar a própria senha a um golpista. A defesa principal é conscientização e procedimento. Isso inclui treinamento, política de segurança, confirmar por outro canal a identidade de quem pede e nunca informar senha ou código de verificação a quem entra em contato.
Quando a fraude é cometida com informações fornecidas pela vítima, ou por terceiro, induzidos a erro por redes sociais, contatos telefônicos, e-mail fraudulento, duplicação de dispositivo eletrônico ou de aplicação de internet, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo, o Código Penal prevê a fraude eletrônica, forma qualificada do estelionato, com pena maior (art. 171, § 2º-A). O parágrafo foi incluído pela Lei 14.155/2021 e tem a redação atual dada pela Lei 15.397/2026, que acrescentou a duplicação de dispositivo ou de aplicação. Como a lista termina em "qualquer outro meio fraudulento análogo", ela é exemplificativa, e não fechada.
Termos relacionados
Definição de caráter informativo, para estudo. As regras aplicáveis a cada caso estão na legislação vigente e, em concurso, no edital.