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De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), a deficiência deve ser compreendida como:

Questão de Educação inclusiva e BNCC · Professor — rede municipal · gabarito comentado

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De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), a deficiência deve ser compreendida como:

Gabarito: C

Explicação: O art. 2º da LBI considera pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial que, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade. A avaliação, quando necessária, é biopsicossocial, feita por equipe multiprofissional e interdisciplinar (art. 2º, § 1º), e a deficiência não afeta a plena capacidade civil (art. 6º).
Pegadinha: Apresentar o modelo médico (deficiência como atributo exclusivo do indivíduo, comprovado por laudo) no lugar do modelo biopsicossocial adotado pela LBI.

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A educação inclusiva parte de uma inversão: não é o aluno que se adapta à escola, é a escola que remove barreiras. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015, art. 2º) define pessoa com deficiência como quem tem impedimento de longo prazo, físico, mental, intelectual ou sensorial, que, em interação com barreiras, pode obstruir sua participação plena. A avaliação, quando necessária, é biopsicossocial, feita por equipe multiprofissional e interdisciplinar, e não só por laudo médico. A deficiência não afeta a plena capacidade civil (art. 6º).

Por isso, como regra, o estudante com deficiência estuda na classe comum da rede regular, e os apoios vão até ele. O Atendimento Educacional Especializado (AEE), oferecido em todas as etapas, é complementar para quem tem deficiência ou transtorno global do desenvolvimento e suplementar para altas habilidades ou superdotação. É feito preferencialmente na sala de recursos multifuncionais, no contraturno, e nunca substitui a classe comum.

Três conceitos se separam em prova. Acessibilidade é a condição de uso com segurança e autonomia. Desenho universal é conceber desde o início algo utilizável por todos, sem adaptação posterior. Adaptação razoável é o ajuste do caso concreto que não gere ônus desproporcional e indevido (art. 3º, VI), e recusá-la é discriminação (art. 4º, § 1º).

A escola particular, de qualquer nível ou modalidade, também deve cumprir as medidas de inclusão do art. 28, § 1º, como a oferta de profissional de apoio escolar. É vedado cobrar valor adicional de qualquer natureza em mensalidades, anuidades e matrículas por isso, e o STF validou a regra na ADI 5.357.

A BNCC define as aprendizagens essenciais de toda a educação básica e é referência obrigatória, mas não é o currículo. Pela LDB (Lei 9.394/1996, art. 26), a base nacional comum é complementada por uma parte diversificada, e cabe às redes e escolas elaborar o currículo e escolher as metodologias.

A Base se organiza em dez competências gerais. Competência é a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, da cidadania e do trabalho, e não conteúdo memorizado. As habilidades, com código alfanumérico, são aprendizagens específicas que concorrem para essas competências.

Exemplo: um aluno com baixa visão recebe prova em fonte ampliada e tempo adicional, a baixo custo; isso é adaptação razoável. Se todo material já nasce acessível a todos, é desenho universal.

A banca derruba quem aceita que o AEE substitui a classe comum, que a deficiência depende só de laudo ou tira a capacidade civil, que a escola privada pode cobrar à parte ou que a BNCC é facultativa ou fixa metodologias. Para memorizar: AEE soma, não substitui; a Base é obrigatória, mas o currículo é da rede.

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